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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

A TRISTE REALIDADE DA "MALANDRAGEM CONDOMINIAL".

    Sim, malandragem.

    Afinal, qual o percentual verdadeiro de condôminos que fiscalizam, observam, questionam as contas e atos do gestor (síndico) ?

       Garanto que baixíssimo.

       Mas que fique bem claro, nem todos tem a obrigação de saber identificar fraudes e expedientes pouco ortodoxos que causam prejuízos ao condomínio.

       Você que está lendo isso, ao chegar ao final, pare, pense... recomendaria a leitura para alguém ? Para os moradores próximos ?

         
Parece improvável ? Será ?

Parafraseando um princípio do nosso ordenamento jurídico... "IN DUBIO PRO CONDOMINIUM".

" CUIDADO COM O CONSELHO FISCAL QUE RESOLVE A MAIORIA DAS QUESTÕES QUE AFETAM AS FINANÇAS, À PORTAS FECHADAS ".


    Não é de se estranhar, que a assembléia ocorra com a necessidade sempre "urgente" de decidir pela contratação de determinado serviço ou troca de prestadores ?

     Não seria de bom tom, que o gestor (síndico), divulgasse com no mínimo 30 dias de antecedência a necessidade do condomínio, o que buscar, e abrir para que condôminos tragam propostas e pesquisas para debater ?

      Filtrar quem pode... "preencher" os requisitos, não expondo e-mail e contato de quem ofertou a prestação de serviços para que possa ser confirmado, ou comparado, no mínimo é antiético.

      Síndico não usa coroa...   .


   Desconfie... sempre que ao criticar ou questionar a gestão, começarem a contar piadas, falar bem demais da gestão ( se estivesse tão bem não surgiriam dúvidas certo ? ) ou desviar o foco, para logo em seguida o próprio gestor ou seus pares (conselheiros e sub sindico), entrarem em contato de maneira privada,  para "sanar dúvidas" longe dos olhos dos outros.

    Afinal, condôminos dividem espaços e serviços, qualquer duvida sempre será pertinente ao vizinho... à não ser que realmente existam assuntos que  a gestão temerária, não queira que sejam expostos.

        

  Já parou para observar quem realmente está à frente do condomínio ? Se o seu gestor profissional está inserido em outro condomínio com as mesmas parcerias ?

  Garantia de manutenção de contrato, obriga o condômino a engolir muito sapo, principalmente onde falta transparência.


   Nada demais, apenas uma constatação lógica, o profissional ético e probo, sabe qual o seu lugar sua função e principalmente, respeita seu cliente.


    Ética, lisura, probidade...  HONESTIDADE.

    

    Desconfie sempre, o desejo por longos períodos de contrato, evitar críticas a terceirizada e administradora, criar gráficos coloridos demais, exposições cheias de tecnicismos para confundir os condôminos, e decisões como as que alteram a titularidade de quem recebe os proventos pelo serviço realizado (?), decisões sempre tomadas à portas fechadas demonstram que o síndico não encontra-se cumprindo um mandato, mas sim acreditando estar de posse de um trono.

       Cuidado com o "pão e circo", ou melhor, festinhas para crianças e obras voluptuárias... o famoso "engana trouxa" na visão destes maus profissionais.



   Já viu situação parecida ? Afinal, quem pode definir o que é risco ou não para a sua família ?

   Situação que está tornando-se corriqueira devido a maior atuação dos orgãos de fiscalização.

   

    Ponto comum em diversas gestões equivocadas por imprudência ou imperícia, mas... quem diz-se profissional e é regiamente remunerado por isso, tem o dever de passar longe de imprudência ou imperícia certo ?

       Cuidado com aquele síndico que define e analisa propostas de outros profissionais na época da eleição, afinal, parece um expediente honesto, mas é justo ( honesto) que aquele que deseja manter um contrato ou conquistar um, conheça de antemão as propostas dos concorrentes ? Ou deixar à cargo da administradora, e escolha daquele que irá supervisioná-la ? Correndo inclusive o risco de perder seu contrato ?

         Condomínio que faz "leilão"de propostas, acaba no fundo do poço.

         

      O valor do seu imóvel, está diretamente atrelado a boa gestão ou não.

      Pense nisso.


      Rogério Marques.







terça-feira, 5 de março de 2019

HIERARQUIA, ORGANIZAÇÃO E O COMBATE A DESVALORIZAÇÃO.

  Sim, comprei uma briga que não imaginava ser tão complexa e árdua, mas sempre acreditei que devemos promover o correto, para que a nossa existência tenha valido à pena.

    Após observar, vivenciar e estudar várias vertentes da péssima gestão em condomínios, cruzando informações com a experiência pessoal em gestão de negócio em empresa própria, e pesando meu conhecimento jurídico,  somado ao que aprendí no curso de formação de síndico profissional ( devidamente certificado ), decidi
enveredar pelo caminho que me pareceu o mais correto, e livre dos inúmeros " tentáculos" da formação de verdadeiros cartéis.

   Eu não quero um cartel comandando o destino do local onde vivo, e você ?

     Parece pesado o uso da palavra "cartel" ? 

     
Seguindo...

      Diante de tudo o que observei, gestões pensadas para os "amigos", o evitar de sanções pecuniárias aos apoiadores, a exitação para resolver a inadimplência, contas mal explicadas, gastos baseados em reformas voluptuárias e não necessárias, ou seja, o princípio básico da... "perfumaria", gastos com cortinas de fumaça, ou seja, festas e afins para agradar os condôminos.

          Vamos ao paralelo com aquilo que nos cerca ?

          Tudo o que foi descrito no parágrafo anterior é velho conhecido do brasileiro, equivale-se ao comício ou melhor, ao atualmente proíbido "showmício", remete a compra de votos, replica-se a política populista que custa caro aos cofres, e com isso contamina-se o meio onde se vive, onde vive aquele que escolheu o condomínio como oásis, mas que deixa a politicagem entrar.

          Não deveria ser um oásis ?

       Porquê deixar as piores práticas que desvalorizam o mundo fora dos muros do condomínio, instalarem-se dentro do condominio ? Era esse o objetivo ao decidir pela vida em condomínio ?

          Comprei a briga.

          E explico em três etapas como funciona.

          

        Pare, pense... reflita.

        Olhe ao seu redor, veja o que já conquistou.

        

        E aquí, faço um parênteses.

        Você age com desídia, é descuidado(a) com seus pertences pessoais ? Entrega seu veículo nas mãos de qualquer um para que seja conduzido ou reparado ?
             Você deixa sua residência sem manutenção ?



       Não digo que todos os prestadores de serviços condominiais (terceirizadas e/ou administradoras e afins) sejam "farinha do mesmo saco", mas é preciso profissionalizar o meio, e as empresas realmente idôneas, certamente apoiarão, certamente não sentir-se-ão incomodadas, pois quem nada deve, nada teme.

         Já empresas que podem sentir neste tipo de ação, uma "ameaça", certamente partirão para o ataque à implantação da prática, e claro ao ataque pessoal, algo inevitável, mas como deixei claro no início do texto, comprei a briga.

OBS: A procura deste tipo de orientação (consultoria) por parte de algumas empesas prestadoras de serviços condominiais, tem me espantado, oferecem ao condomínio, pois partem do princípio de que  não precisam demonstrar medo pela lisura de gestão, devido à sua capacidade e indôneidade.

          E deixo uma pergunta, e uma constatação para você que dedicou alguns minutos lendo este texto.

            " Você quer a mesma política contaminada, que tanto prejudica o país, dentro do seu condomínio ? "

             "  O seu imóvel, a sua unidade condominial, o seu lote, podem ser os mais desejáveis, em posição ou composição dignos de figurarem como capa de revista, mas se estiverem inseridos em um contexto equivocado, não valerão muito ".

               Rogério Marques (Síndico Profissional Certificado )
               011 987257439 - 47993274
               

domingo, 9 de dezembro de 2018

O CONDOMÍNIO... " QUE BICHO É ESSE ? "

   Você optou por viver em um condomínio, seja ele de casas, seja um condomínio edilício, ou um loteamento regido por uma associação de moradores.

   Parabéns, você entrou para o roll de pessoas que buscam segurança, praticidade, e conforto.

     Encontrará pessoas das mais diversas origens étnicas, camadas sociais, crenças, vindos de vários recantos do Brasil ou até mesmo de outros países, e todos dispostos a dividir áreas comuns.

       Em um condomínio, direitos e deveres se fazem mais presentes do que se pode imaginar, existem regras internas para garantir o bom andamento de uma pequena comunidade, de uma pequena empresa, e é assim que será tratado o condomínio, neste blog.

      As unidades são de domínio exclusivo do proprietário, ou no caso, daquele que exerce a posse ainda que precária, garantida pela contrato de locação.
       Todos sujeitos as mesmas regras para garantir a convivência e a paz dentro deste pequeno mundo chamado condomínio.
       Viver em condomínio pela primeira vez, é uma experiência por vezes estressante, a liberdade, os costumes, mesmo os habitos mais corriqueiros que antes eram vividos naturalmente em uma residência com portas para a rua, são de repente tolhidos.

        A proximidade física chega à ser comparável à de colagas de quarto, sons, ruídos, odores, tudo adentra a residência do vizinho com uma velocidade e um impacto maiores do que se imagina.

        É aqui devem pesar o bom senso e a consciência de que agora, estão todos dividindo o mesmo quintal, e nos casos mais comuns, dividindo o mesmo teto.

         Muitos comparam o condomínio com uma pequena cidade, eu prefiro compará-lo à uma pequena empresa, onde os sócios são os condôminos, os proprietários que devem ter sempre em mente a máxima " RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA".

          O condomínio gera resíduos, tem impacto econômico e ambiental na região onde é instalado, impacta também no trânsito da região, no consumo de energia, água, gás  (em determinados casos) e gera empregos diretos e indiretos.

           E tudo isso acarreta uma grande responsabilidade.

           Por isso o condomínio possui personalidade jurídica.

           À partir do momento no qual o CNPJ do condomínio está instaurado, este acarreta a responsabilidade solidária dos sócios, que responderão na proporção de sua quota, pela reparação de fatos negativos causados pelo condomínio, seja em casos relacionados à realidade interna, seja em fatos envolvendo terceiros.

           Pensando neste ponto, decidi oferecer meios para profissionalizar a escolha daqueles que prestarão serviços para o condomínio, os chamados "prepostos".

               Complicado ? Não, basta você puxar pela memória, e lembrará de algum caso no qual chegou a pensar ou dizer... " fulano trabalha em determinada empresa, e agiu errado em relação à mim... quem deve responder por isso é a empresa, pois é funcionário dela ".

                    O mesmo princípio aplica-se as terceirizadas, administradora e síndico, seja este eleito ou contratado, prestam serviços ao condomínio, que em caso de tornar-se réu em ação por este tipo de demanda, deve propor uma "ação regressiva" e processar (acionar judicialmente) a empresa ou o prestador de serviços que prejudicou o condomínio, mas lembre-se, a reparação do dano, independerá do resultado da ação regressiva, ou seja, o condomínio será a parte mais frágil na ação.

                     Esta é apenas uma pequena parte da realidade do condomínio, que ao longo do tempo será passada, esmiuçada e deixará de ser uma incógnita para muitos, onde buscarei sempre a linguagem mais direta e elucidativa possível.

                  Olhe para os lados, atenha-se à realidade do condomínio e faça dele seu porto seguro e não uma prisão.


  Rogério Marques